ARTIGOS II

A "Carta ao Pai" (Brief an den Vater), escrita por Franz Kafka em 1919, é muito mais do que um desabafo pessoal; é um dos documentos mais contundentes sobre as dinâmicas de poder, opressão e formação da subjetividade na literatura ocidental. O texto, que nunca chegou a ser entregue ao seu destinatário (Hermann Kafka),...

A intersecção entre a filosofia clássica, o realismo psicológico de Dostoiévski e a Logoterapia de Viktor Frankl revela que o livre-arbítrio não é apenas um conceito abstrato, mas a ferramenta fundamental para a construção do sentido em meio ao sofrimento.

A obra Noites Brancas de Dostoiévski oferece um laboratório perfeito para dissecar as fronteiras entre a solidão (o isolamento imposto e doloroso) e a solitude (a escolha deliberada de estar só para o cultivo do eu). Através da figura do Sonhador, podemos traçar um diálogo interdisciplinar sobre a condição humana.

A obra de Erich Fromm permanece como um dos pilares mais robustos para compreendermos a intersecção entre a psique individual e as estruturas sociais. Ao integrarmos as reflexões de O Medo à Liberdade, A Arte de Amar e Análise da Sociedade Contemporânea, emerge uma visão multidimensional do ser humano que tenta equilibrar o desejo de autonomia com...

O entrelaçamento entre pertencimento e merecimento constitui a espinha dorsal da experiência humana em sociedade. Enquanto o primeiro diz respeito à nossa necessidade visceral de conexão, o segundo reflete as construções morais e produtivas que ditam quem tem o "direito" de ocupar determinados espaços.

O "vazio" é talvez a ferida aberta da modernidade. Enquanto para os antigos o cosmos era ordenado e preenchido por propósito, para o homem pós-industrial o silêncio do universo tornou-se ensurdecedor. Confrontar esse abismo não é apenas um exercício intelectual; é a base da coragem existencial.